Debate sobre a segurança do uso de genéricos no tratamento da epilepsia.

Medicamentos genéricos no tratamento de epilepsias: uma reflexão.

Discutimos aspectos controversos para uma prescrição de medicamentos genéricos no tratamento das epilepsias e problemas relacionados à biodisponibilidade e bioequivalência. Algumas drogas antiepilépticas (DAE) apresentam baixa solubilidade em água, apresentam cinética não linear e faixa terapêutica estreita, dados sugestivos da ocorrência de problemas relacionados à bioequivalência. Métodos: Revisão da literatura. Resultados e conclusões: Há mais informações sobre as DAE tradicionais e apenas uma comunicação em congresso foi encontrada sobre a substituição de uma nova DAE, a lamotrigina. O nível de evidência é fraco, baseado em séries de casos e opinião de especialistas, com exceção da fenitoina para a qual há alguns estudos analíticos. Podemos permitir o uso de genéricos para o tratamento das epilepsias, desde que tenhamos em mente que este abrirá a possibilidade de substituições sucessivas de formulações durante o tratamento, com conseqüências imprevisíveis como recorrência de crises e suas conseqüências ou o aparecimento de efeitos adversos.


Há riscos na utilização de diferentes formulações de drogas antiepilépticas?Relato da ABE através de entrevista de pessoas com epilepsia.

Há controvérsias se drogas antiepilépticas (DAEs) genéricas são intercambiáveis com as de eferência, assim como com as similares com respeito a eficácia e efeitos adversos. Este fato é de fundamental importância e ainda mais relevante em países em desenvolvimento com limitações orçamentárias na área e saúde.