Indústria farmacêutica, Estado e Sociedade análise crítica da política de medicamentos no Brasil.

Reflexão sobre a política de medicamentos no Brasil, analisa os principais marcos acontecidos ou implementados nas ultimas três décadas. Considera necessário o tratamento de três dimensões distintas, entretanto interagindo entre si, que são a industria, o estado e a sociedade. Aborda a integração entre a política industrial, a política cientifica e tecnológica e a política de saúde. Analisa os determinantes e condicionantes da política de medicamentos no Brasil, incluindo sua inserção no processo histórico nacional, as mudanças nos padrões de intervenção do Estado e os principais interesses econômicos representados neste seguimento industrial. Analisa também as condições da demanda e as alterações procedidas na dinâmica populacional, gerando uma maior demanda de serviços de saúde e, conseqüentemente, de medicamentos de uso continuo.

As características da industria farmacêutica são analisadas, do ponto de vista de diferentes estágios tecnológicos e a dependência tecnológica e econômica que o Brasil apresenta. A política de medicamentos no Brasil são abordadas, divididas entre aquelas derivadas da sociedade civil, como iniciativas governamentais ou como iniciativas empresariais, mas que impactaram o nosso parque produtor e imprimiram novos mecanismos de regulação no nosso mercado. Discute as perspectivas para promover o acesso da população aos medicamentos.

Como alternativa para uma política setorial no Brasil, são propostos três eixos como medidas de curto prazo: desenvolvimento da química fina, a implementação dos medicamentos essenciais enquanto perspectiva governamental e os medicamentos genéricos como uma alternativa concreta para o mercado brasileiro.
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